A experiência feminina (Tente se quiser…)

Em uma de minhas saídas noturnas conheci Cecília e ela narrou esta história:

Fui convidada para participar de um evento sobre logística…algo do qual não entendo bulhufas, mas aceitei. Afinal, alguém havia dito que eu iria me surpreender ao descobrir como a logística está no dia a dia. Pois bem, fui. Estávamos em um grupo de nove pessoas de Estados diferentes. Conheci pessoas intelectuais, estudadas e por incrível que pareça, interessantes e divertidas. Não, eles não são completamente chatos e caretas. Todos hospedados no mesmo hotel.
Comecei a realmente me interessar pelo assunto durante a palestra. Durou cerca de uma hora e meia até o primeiro intervalo para o cafézinho. Foi quando conheci a Marina. Pessoa muito inteligente e carismática. Conversamos um pouco e ela me perguntou se iria continuar no evento. Disse que sim e ela disse que seria a próxima  a se apresentar.
Fiquei impressionada com suas explicações. Ela sabia realmente como prender a atenção dos participantes não só pela sua beleza mas, pela empatia.
Após sua apresentação fui parabenizá-la. Lhe estendi a mão para cumprimentar mas, ela me puxou e deu um beijo em meu rosto. Fiquei surpresa com tal atitude mas, tudo bem.
Voltamos  todos para o hotel e ela disse que iria também. Decidimos ficar no Lobby Bar e pedimos alguns drinks. Conversa vai e vem, até que percebi que estava um pouco tarde e perguntei se não seria ruim pra ela ir embora naquele horário. Segunda surpresa…ela disse estar hospedada no mesmo hotel.
O assunto naquela noite era apenas a palestra e, confesso, já estava ficando bem chato. Tentei mudar o rumo da conversa mas, sem sucesso. Então me levantei e disse que iria dormir. Marina percebendo o meu incomodo, pediu que ficasse mais um pouco e prometeu que o assunto seria outro.
Começou perguntando de onde era o grupo e respondi apenas por mim. Disse não saber sobre os outros. Já estava sem paciência mesmo. Ela respirou fundo e, naquele momento percebi o quanto havia sido grossa em minha resposta . Lhe pedi desculpas e expliquei que estava um pouco cansada do assunto anterior, já que não trabalho e nem estudo sobre o assunto, e gostaria de me divertir um pouco após a palestra. Ela disse que eu não iria me arrepender por ter aceitado ficar um pouco mais no bar. Imaginei que sairíamos para dançar em algum lugar daquela cidade mas, não foi o que aconteceu. Ela me convidou para ir até seu apartamento e eu sem opção nenhuma, mas para fugir da chatice, aceitei. Confesso que ela tinha um olhar enigmático, difícil de se desviar.
Chegando lá, ela pediu dois Sexy Rum ( nome sugestivo né? ) e colocou uma música que gosto muito ( Keeping You Alive ) e engatamos uma conversa bem bacana. Alguns Sexy Rum depois ela, achando que eu era gay, me perguntou se tinha namorada. ” Namorada?”, e ela séria, se desculpou. Percebendo que estava um clima tenso, perguntei o porquê de sua pergunta. E ela foi direta em dizer que havia se interessado por mim e que, o jeito que conversei com ela a fez imaginar que eu seria. Então passamos a falar sobre isso e ela dizia as vantagens de se transar com alguém do mesmo sexo. Quanto mais ela explicava, mais ficava excitada e curiosa. Até que não pude mais me conter e a beijei. A boca era macia e a língua doce. Ficamos ali, trocando carinhos e dançando lentamente. Ela disse que não aconteceria nada se eu não quisesse, mas estranhamente eu queria e aquela situação me envolvia cada vez mais. Tiramos nossas roupas e ela acariciava meus seios e minhas costas. Me deitou em sua cama e lentamente acariciava e beijava meu sexo como quem, realmente conhecia o corpo feminino e sabia bem o que estava fazendo. Ela então encaixou suas pernas entre as minhas e encostou seu clitóris no meu, pressionando algumas vezes e fazendo movimentos lentos e circulares. Conheci um prazer, até então, inédito pra mim. Me permiti viver algo que não imaginei em outros momentos. Gozamos olhando nos olhos uma da outra, sem se distrair e, exaustas, nos deitamos lado a lado e passamos a nos tocar em silêncio. Percebendo minha exaustão, ligou para o bar e pediu um drink para relaxar. Bebemos ao som de Better Things e em nenhum momento me preocupei com o que pensariam sobre mim se soubessem dessa história.
Encontrei Marina algumas vezes em que esteve em São Paulo, mas não engatamos nenhum relacionamento amoroso. Mas ainda penso em Marina como uma experiência feminina maravilhosa.

 

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